Ouvindo os apelos do líder "unânime" do PS para uma maioria absoluta nas próximas legislativas, fico a pensar se os políticos deste país compreendem bem o que é governar em democracia. Já não é a primeira vez que isto sucede, e nem sempre com estes personagens, outros de cores opostas já o fizeram, bem como os actuais.
Agora, ao estilo dos profetas da desgraça que se colocavam numa praça em cima de um barril a anunciar o fim do mundo, os nossos bons governantes dizem por outras palavras que o único caminho é o de dar nova maioria absoluta ao partido do governo, para evitar o risco de mergulhar o país numa crise catastrófica.
Eu não compreendo esta posição, é óbvio que governar em maioria absoluta é muito mais confortável, mas será que a opinião dos eleitores não deve ser respeitada, seja ela qual for? Será que, no caso de os votos estarem divididos, isso não representa a divisão de ideologias de quem opta por cumprir o seu dever cívico? Será que, no caso de isso suceder, os partidos não terão a obrigação de chegar a entendimentos que sustentem a governação do país? Eu penso que sim.
Apesar da declaração de respeito pelos eventuais resultados que saiu do congresso, não deixaram de avisar para os perigos que vêem numa maioria relativa. Mas é normal, são os mesmos que vêem perigos em tudo, em livros numa estante, em comentadores, em reuniões de professores, em "bocas" ditas à mesa... São os mesmos que tanto prometeram para tão pouco cumprirem. São os mesmos, que apesar disso, lideram as sondagens. O que nos diferencia? Para além de muito mais, uma simples situação; se, ao contrário do meu desejo, voltarem a conquistar a maioria absoluta, eu vou aceitar isso porque terá sido a vontade da maioria, enquanto de isso não suceder, iremos assistir a golpes de teatro para dramatizar tudo e mais alguma coisa e voltar a levar o país a eleições.
A minha ideia de representatividade, é que cada força política apresente as suas ideias, os seus planos, e até as possíveis alianças pós-eleições, e que o povo possa votar em consciência. Depois, os resultados devem ser respeitados, como têm sido durante estes quatro anos, mesmo quando o programa do governo foi quebrado sucessivamente. A minha ideia de democracia, é aceitar viver num país que tem Sócrates como PM, mesmo quando este tem ministros que gostam é de malhar.
Se há algo que esta crise teve de positivo, na minha opinião, é que a tentativa de bipolarização partidária que muitos tentaram alcançar, parece agora colocada na gaveta, pois muitos já perceberam que a responsabilidade não vem só de fora, e que muitos dos responsáveis governaram desde o 25 de Abril e continuam por aí a falar e a publicar livros como se nada fosse da sua responsabilidade.
Agora, ao estilo dos profetas da desgraça que se colocavam numa praça em cima de um barril a anunciar o fim do mundo, os nossos bons governantes dizem por outras palavras que o único caminho é o de dar nova maioria absoluta ao partido do governo, para evitar o risco de mergulhar o país numa crise catastrófica.
Eu não compreendo esta posição, é óbvio que governar em maioria absoluta é muito mais confortável, mas será que a opinião dos eleitores não deve ser respeitada, seja ela qual for? Será que, no caso de os votos estarem divididos, isso não representa a divisão de ideologias de quem opta por cumprir o seu dever cívico? Será que, no caso de isso suceder, os partidos não terão a obrigação de chegar a entendimentos que sustentem a governação do país? Eu penso que sim.
Apesar da declaração de respeito pelos eventuais resultados que saiu do congresso, não deixaram de avisar para os perigos que vêem numa maioria relativa. Mas é normal, são os mesmos que vêem perigos em tudo, em livros numa estante, em comentadores, em reuniões de professores, em "bocas" ditas à mesa... São os mesmos que tanto prometeram para tão pouco cumprirem. São os mesmos, que apesar disso, lideram as sondagens. O que nos diferencia? Para além de muito mais, uma simples situação; se, ao contrário do meu desejo, voltarem a conquistar a maioria absoluta, eu vou aceitar isso porque terá sido a vontade da maioria, enquanto de isso não suceder, iremos assistir a golpes de teatro para dramatizar tudo e mais alguma coisa e voltar a levar o país a eleições.
A minha ideia de representatividade, é que cada força política apresente as suas ideias, os seus planos, e até as possíveis alianças pós-eleições, e que o povo possa votar em consciência. Depois, os resultados devem ser respeitados, como têm sido durante estes quatro anos, mesmo quando o programa do governo foi quebrado sucessivamente. A minha ideia de democracia, é aceitar viver num país que tem Sócrates como PM, mesmo quando este tem ministros que gostam é de malhar.
Se há algo que esta crise teve de positivo, na minha opinião, é que a tentativa de bipolarização partidária que muitos tentaram alcançar, parece agora colocada na gaveta, pois muitos já perceberam que a responsabilidade não vem só de fora, e que muitos dos responsáveis governaram desde o 25 de Abril e continuam por aí a falar e a publicar livros como se nada fosse da sua responsabilidade.